Se em Nova Iorque não me contive nas comprinhas para cobrir (ou ornamentar) o corpo (leia-se Levi`s, Hugo Boss, Ralphs Lauren, Lacoste, Guess e a inevitável Calvin Klein), então em Montreal foi mais culinária.
Para começar, o belo do bitoque, acompanhado de uma enxurrada de batatas fritas e um ovo a cavalo. Isto enquanto o FC Porto facturava em Moscovo.
No dia seguinte, ao almoço e na comunidade judaica, comi a melhor sandwich de que o meu exigente estômago guarda memória. Devorei-a em três tempos; tudo o que lembro é o frango grelhado, pickles e um molho de chorar por não haver mais.
Nesse mesmo dia, e para terminar, foi um festim de frango, debaixo de uma tempestade de batatas fritas e uma salada lusitana. Como sobremesa, pedi um par de pastéis de nata. Contudo, levei-os como take away. É que no restaurante português tocava música pimba.
Em jeito de digestão, digamos que foi um bom teste aos meus limites de tolerância para com a Pátria. A tanto se sujeita um tipo em troca de algo que apenas lhe apetece.
Vitor Vicente
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