MANIFESTO


O que em filosofia política se chama «ideário», em poesia só pode chamar-se «escola».

Se podemos falar de uma «renascença portuguesa» é porque Portugal existe.

A identidade de uma pátria alicerça-se num conjunto de específicos, de traços culturais únicos, de um perfil étnico.

A poesia que assume ser a voz de uma nação é um clarim solitário.

Nem queremos saber dos vossos gozos e das vossas dores se não forem Portugal. Enviem para França os chiliques, o boudoir, as cartas perfumadas. Enviem a quem pertença tudo o que é verme neste chão.

Estes que se adiantam, que esporeiam as montadas e erguem o rosto impoluto diante do que ainda não é, chamamos-lhes poetas, vates, profetas, doidos, proscritos – o que quiserem. Por eles falam as pátrias, as eras que a História não guardou.

Do meu lado estão os bardos dos Lusitanos, mesmo que me digam que não existiram.

Toda a poesia, toda a palavra, o gesto sequer, o olhar, que não se erguer do sangue singular desta Pátria dos Portugueses Ibéricos – é lixo e aqui não pertence.

Os poetas são as antenas da raça.


Lord of Erewhon



«Artists are the antennae of the race but the bullet-headed many will never learn to trust their great artists.»

Ezra Pound


Quarta-feira, 11 de Maio de 2011

MONTRUGAL



Montra de Montreal, Vitor Vicente, 14 de Abril de 2011

Para o Jesus Carlos

O cúmulo da Diáspora Portuguesa dar-se-á no dia em que, numa rua de Montreal, dois portugueses derem um encontrão, um soltar "sorry" e o outro pedir "pardon".

Vitor Vicente

2 Comments:

thepoisonousi@thehospital.com said...

HUHUHU!! E viva o Vieira! ;)

Pode ser que ainda se dê um Menstrugal - é preciso não abandonar.


Abraços!

Vitor Vicente said...

Mas a melhor de Montreal é a adaptação francesa - por força do crescente independentismo no Quebec - da palavra "hamburguer". ;)

Enviar um comentário

Caso esteja interessado/a em aderir a este blog, envie-nos um e-mail.

 

RENASCIMENTO LUSITANO | O BAR DO OSSIAN