BLOGUE ENCERRADO A 31 DE MAIO DE 2011
MANIFESTO
O que em filosofia política se chama «ideário», em poesia só pode chamar-se «escola».
Se podemos falar de uma «renascença portuguesa» é porque Portugal existe.
A identidade de uma pátria alicerça-se num conjunto de específicos, de traços culturais únicos, de um perfil étnico.
A poesia que assume ser a voz de uma nação é um clarim solitário.
Nem queremos saber dos vossos gozos e das vossas dores se não forem Portugal. Enviem para França os chiliques, o boudoir, as cartas perfumadas. Enviem a quem pertença tudo o que é verme neste chão.
Estes que se adiantam, que esporeiam as montadas e erguem o rosto impoluto diante do que ainda não é, chamamos-lhes poetas, vates, profetas, doidos, proscritos – o que quiserem. Por eles falam as pátrias, as eras que a História não guardou.
Do meu lado estão os bardos dos Lusitanos, mesmo que me digam que não existiram.
Toda a poesia, toda a palavra, o gesto sequer, o olhar, que não se erguer do sangue singular desta Pátria dos Portugueses Ibéricos – é lixo e aqui não pertence.
Os poetas são as antenas da raça.
Lord of Erewhon
«Artists are the antennae of the race but the bullet-headed many will never learn to trust their great artists.»
Ezra Pound
3 Comments:
É uma pena! Porém, durante esses anos cumpriu as suas metas com brilhantismo.
Não vão deletar, não é? É um grande acervo, melhor deixar a chama acesa.
Abraço a todos!
De modo nenhum, fica como memória.
Abraço!
Pois.
Tudo tem começo e fim, há que aceitar, nada a fazer. Porém lamento que a crise tenha chegado também ao nosso Bar, que começou numa festa de alegria - ainda recordo o primeiro e belíssimo editorial do Casimiro Ceivães!
Um abraço a todos os que comigo ergueram os copos em «saúde!»
Até sempre.
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